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Isoimunização Materna pelo Fator RH

21 de junho, 2020

Para as provas de residência, você deve reconhecer as situações de risco para isoimunização, diagnosticar essa grave intercorrência, compreender o acompanhamento da gestante isoimunizada e indicações de tratamento fetal, indicar corretamente o uso de imunoglobulina anti-Rh (Rhogan). Veja uma questão exemplo sobre o tema: 

Exemplo de Questão:

HSJJ – Em gestante portadora de isoimunização Rh, qual exame avalia com maior exatidão as condições fetais:

(…)

Para as provas, você deve ter conhecimento de que a isoimunização materno pelo fator Rh é causada pela reposta imunológica da gestante Rh negativa às hemácias fetais Rh positivas. Consiste na mais importante forma de incompatibilidade sanguínea materno-fetal, e é responsável pelas formas mais graves de hemólise, com perdas fetais e maternas. A incompatibilidade ABO, apesar de mais comum, geralmente ocasiona casos leves, como icterícia neonatal e anemia, e nunca se manifesta com eritroblastose fetal. Lembre-se que mães que possuem o antígeno D (alta imunogenicidade) são consideradas Rh positivas, e a ausência do antígeno D determina mães Rh negativas. Além disso, é importante você saber para as provas que a incompatibilidade ABO fornece proteção contra isoimunização Rh, pois as hemácias fetais Rh positivas são rapidamente eliminadas da circulação da mãe Rh negativa. Antígenos irregulares (Kell, Duffy) são causas mais raras de hemólise fetal, mas, por vezes, grave.

O que você precisa estudar?

É importante lembrar que a reposta a uma primeira exposição leva à produção lenta de anticorpos IgM, que não atravessam a placenta. A resposta secundária leva à rápida produção de IgG, logo isoimunização geralmente não ameaça a gestação em curso, mas, sim, as subsequentes. Em gestantes Rh negativas, exames de coombs indireto é obrigatório na primeira consulta, sendo preconizado sua repetição mensal. O exame de coombs indireto positivo indica isoimunização e titulação ≥ 1:16 levam à necessidade de investigação fetal. O padrão-ouro para o diagnóstico de anemia fetal é a cordocentese, que permite a dosagem de hemoglobina diretamente além da tipagem sanguínea. Hoje, métodos menos invasivos como dopplerfluoxometria são utilizados como primeira escolha (anemia fetal determina diminuição da viscosidade sanguínea, aumentando a velocidade do fluxo durante a sístole -> valores acima de 1,55 MOM correlacionam-se com anemia fetal grave). A hemólise fetal libera bilirrubina que pode ser dosada no líquido amniótico por amniocentese via espectofotometria.

O tratamento do feto gravemente anêmico é feito pelas transfusão intrauterina, intravascular, por meio de cordocentese. O tratamento neonatal é realizado com exsanguineotransfusão se Hb < 11 g/dL ou bilirrubina > 5 mg/dL. A prevenção da isoimunização é realizada pela administração de imunoglobulina anti-D em intercorrências gestacionais, nas quais pode ocorrer hemorragia feto-materna, pós-parto, quando o recém-nascido for RH positivo. Lembre-se que o teste de coombs indireto da paciente deve ser negativo na ocasião da administração da imunoglobulina, pois se trata de profilaxia. Essa não auxilia em gestantes que já sofreram sensibilização. Recomenda-se: sempre que existe dúvida quanto à administração da imunoglobulina anti Rh, ela deve ser administrada.

Pronto! Agora, você que é matriculado no curso já pode assistir à aula, ler o capítulo e fazer as questões de provas!