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Cardiopatias Congênitas

30 de setembro, 2020

As cardiopatias congênitas incidem em apenas 1% dos nascidos vivos, mas são a principal causa de mortalidade em crianças com malformações. Para as provas de residências, é essencial que você saiba quais são as cardiopatias congênitas cianóticas e as não cianóticas e quais, em geral, cursam com hiperfluxo ou hipofluxo.

Exemplo de Questão:

AMP – No exame de rotina de um lactente de quatro meses com dificuldade de ganho ponderal, você observa a presença de um sopro cardíaco holossistólico de regurgitação, mais audível entre o terceiro e o quarto espaços intercostais esquerdos, irradiando-se em faixa para a direita, e segunda bulha hiperfonética na área pulmonar. No raios-X de tórax observa-se aumento da circulação pulmonar com cardiomegalia à custa das cavidades esquerdas. O diagnóstico mais provável:

Para as provas de concurso, é muito importante que você saiba as frequências das cardiopatias congênitas nas crianças: CIV- comunicação intraventricular = 30%; PCA – persistência do canal arterial = 12%; CIA – comunicação interatrial = 6%; coarctação da aorta = 6%; tetralogia de Fallot = 6%; transposição de grandes vasos = 5%. Lembrando que a cardiopatia encontrada com mais frequência na síndrome de Down é defeito do coxim endocárdico. As cardiopatias congênitas em que se pode utilizar a prostaglandina E1 (para manter o canal arterial aberto) são transposição de grandes artérias, tetralogia de Fallot e coarctação da aorta.

Lembre-se que nas grandes CIVs as manifestações mais comuns na infância são ICC, déficit de crescimento e infecções pulmonares de repetição. Está indicada a profilaxia para endocardite bacteriana. Excluindo os pequenos defeitos, todas as CIVs devem ser operadas oportunamente, de preferência nos 2 primeiros anos de vida. É uma cardiopatia acianótica com hiperfluxo. A cardiopatia cianótica mais frequente é a tetralogia de Fallot. O tamanho da CIV é importantíssimo para determinar o prognóstico e não está relacionado à hipertensão. Não se esqueça nunca: CIV é acianótico com hiperfluxo, hipervolemia e hipertensão venocapilar pulmonar. Já na coarctação da aorta pode ocorrer ICC (secundária à hipertensão venocapilar pulmonar), mais observada após a segunda semana de vida e antes do primeiro mês, decorrente de obstrução acentuada e fechamento do canal arterial. Os recém-nascidos poderão desenvolver insuficiência cardíaca congestiva logo nas primeiras semanas após o nascimento. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado tão logo a criança esteja compensada. Mesmo crianças assintomáticas devem ter seu defeito corrigido entre um e dois anos de idade.

O que você precisa estudar?

Para os concursos, é importante saber que a tetralogia de Fallote é uma cardiopatia cianótica com hipofluxo pulmonar. Não costuma ter ICC (a não ser que não haja obstrução significativa de saída de VD, devido à CIV). A ICC costuma ser uma manifestação clínica das cardiopatias cianóticas com shunts esquerda-direita e das cardiopatias com hiperfluxo pulmonar. A dica da radiologia é imagem em tamanco holandês. As complicações incluem: trombose cerebral, abscesso cerebral, endocardite bacteriana, insuficiência cardíaca. Toda questão que tiver um RN cianótico, deve-se sempre pensar em transposição de grandes vasos, pois é a causa mais comum de cardiopatia cianótica deste período. A presença de congestão pulmonar sem ICC sugere o diagnóstico de transposição. O desdobramento fixo da segunda bulha é característico da CIA.