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Câncer Colo Uterino

27 de agosto, 2020

O câncer de colo uterino é neoplasia prevalente, de evolução e aparecimento lento. Evitável, considerando o rastreamento e tratamento das lesões pré-invasivas. O carcinoma de células escamosas é responsável pela grande maioria dos casos, seguido pelo adenocarcinoma.

Exemplo de Questão:

UFF – Mulher, 42 anos, multípara, com laudo citopatológico do esfregaço cervical revelando NIC III, é submetida à colposcopia com biópsia do colo que revela carcinoma escamoso com invasão de 2 mm de profundidade e 3 mm de extensão. A conduta a ser adotada é:

Para as provas de residência, é importante saber que o carcinoma de células escamosas, dentre os invasores do colo uterino, é o mais frequente nos exames histológicos. Existem variantes histológicas (não é de grande importância para as provas): queratinizantes, não queratinizantes, basalóide, verrucoso, papilar, linfoepitelial, escamotransicional. O adenocarcinoma é o segundo mais frequente, e vem aumentando drasticamente os casos descritos. O carcinoma adenoescamoso é de pior prognóstico. A disseminação do câncer de colo uterino pode ser por: invasão direta, infiltrando vagina, corpo uterino, paramétrios, bexiga, reto; linfática; hematogênica. Sempre que ocorrer câncer de colo uterino, temos que pensar na possibilidade deste ser o primeiro sinal de um tumor primário de outra parte do organismo.

O que você precisa estudar?

De grande importância para os concursos é saber que o estadiamento é clínico, através do exame físico. Exames complementares podem ser realizados para planejamento cirúrgico ou melhor definição, mas não são essenciais para definir o tratamento. O câncer de colo é, principalmente, uma doença localmente agressiva, acessível ao exame físico cuidadoso. Observe atentamente que a conduta frente aos tumores depende da profundidade de invasão, tamanho do tumor, invasão de estruturas adjacentes. A invasão de paramétrios, estadiamento IIb, delimita o limite cirúrgico. A partir daí, o tratamento consiste em radio e quimioterapia.  O desejo de preservação de fertilidade das pacientes deve ser considerado, quando possível. O estadiamento e a conduta consistem em (importante para as provas):

  • Estágio 0: ca in situ e carcinoma intraepitelial: conização para diagnóstico e tratamento;
  • Estágio I: carcinoma não ultrapassa o colo uterino:
    • Ia 1: invasão até 3 mm de profundidade – conduta: conização ou histerectomia tipo I
    • Ia 2: invasão de 3 mm a 5 mm de profundidade – conduta: histerectomia tipo II
    • Ib 1: invasão de 5mm a 4 cm de profundidade – conduta: histerectomia radical tipo III
    • Ib 2: invasão superior a 4 cm de profundidade – conduta: histerectomia radical tipo III
  • Estágio II: carcinoma além do colo, mas sem extensão para a parede. Acomete a vagina, sem atingir o terço inferior:
    • IIa: ausência de comprometimento parametrial – conduta: histerectomia tipo III = Wertheim – Meigs
    • IIb: acometimento visível do paramétrio – conduta: QT + RT
  • Estágio III: atinge a parede pélvica ou terço inferior da vagina – conduta: QT + RT
  • Estágio IVa: disseminação do tumor para órgãos adjacentes (bexiga e reto) e IVb: metástase a distância – conduta: QT + RT.

Essencial para as provas é saber que o rastreio para lesões cervicais tem que continuar a ser coletado em gestantes. Esse exame deve ser realizado na primeira consulta de pré-natal, e qualquer lesão suspeita deve ser biopsiada.