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Programa da Saúde da Família e Método Clínico Centrado na Pessoa

19 de julho, 2020

Para as provas de residência, os itens mais cobrados sobre PSF/ESF são: passos para implantação do PSF em uma comunidade, NASF e, principalmente, atribuições dos membros do PSF. Outro tópico que vem garantindo pelo menos uma questão na prova de preventiva é o método clínico centrado na pessoa. Vamos ver uma questão exemplo e depois apresentar os principais aspectos desses temas:

Exemplo de Questão:

UFGD – Em relação à prática do médico na Estratégia de Saúde da Família, assinale a alternativa correta:Está habilitado para manejar a maioria dos problemas simples, encaminhando para outros níveis os problemas comuns de maior complexidade

A) Está habilitado para manejar a maioria dos problemas simples, encaminhando para outros níveis os problemas comuns de maior complexidade

B) Deve priorizar os problemas crônicos trazidos por sua clientela e encaminhar para os serviços de emergência os problemas agudos

C) Deve oferecer intervenções baseadas em evidência científica, sem levar em consideração a crença do paciente

D) Deve responsabilizar-se preferencialmente pelos usuários que buscam a unidade de saúde

E) Deve proporcionar amplo acesso aos usuários da ESF, lidando com todos os problemas de saúde da população do território adscrito, independente da idade e do sexo

Portanto, é de suma importância que você saiba os atributos de cada um dos membros do PSF ou ESF, pois você encontrará questões diretas como esta. A resposta do concurso foi alternativa “E”.

O que você precisa estudar?

Lembre-se que o PSF foi criado em 1993, sua implantação deve incluir equipes de saúde com pelo menos um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e quatro agentes comunitários de saúde. Cada equipe atende no máximo 1.000 famílias ou 4.000 pessoas em caráter integral, ou seja, sem distinção de sexo ou gênero, praticando ações de prevenção e promoção da saúde, além de tratamentos e reabilitação das doenças mais frequentes. As secretárias municipais de saúde tem autonomia para definir as atividades prioritárias, assim, a forma de atuação das equipes do PSF não é homogênea. Atualmente, o PSF vem sendo substituído pela Estratégia de Saúde da Família (cuidado: alguns concursos utilizam os termos como sinônimos) que se baseia nos princípios da APS (acesso, coordenação, integralidade, longitudinalidade).

Outro tópico importante é sobre a sequência de passos para a implantação da ESF: definição do território, adscrição da clientela e levantamento de saúde da comunidade para compreender os principais problemas da região. Dentre esses passos, o termo adscrição da clientela é o mais cobrado, significa que a equipe se responsabiliza pelos cidadãos que vivem na área geográfica definida para o atendimento daquela unidade, e é realizada através do cadastro das famílias com fichas do Sistema de Informação.

Por sua vez, os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) são formados por profissionais que não estão presentes nas ESFs. O NASF trabalha na lógica de apoio matricial. As principais características que você precisa saber sobre o NASF são: o NASF é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar, ampliar a atenção e a gestão da atenção básica, tem sempre como foco o território sob sua responsabilidade, intervenções diretas do NASF podem ser realizadas, mas sempre sob encaminhamento das ESFs com discussões e negociações.

Contudo, em relação ao método centrado na pessoa, você deve conhecer seus seis componentes:

  1. Exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões:
    • Sentimento de estar doente;
    • A ideia a respeito do que está errado;
    • O impacto do problema na vida diária;
    • As expectativas sobre o que deveria ser feito;
  2. Entendimento global da pessoa;
  3. Busca de objetivos comuns entre o médico e o paciente a respeito do problema e a sua condução;
  4. Incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;
  5. Melhora ou intensificação da relação médico-paciente;
  6. Viabilidade em termos de custos e tempos. 

Portanto, é importante a comparação deste método com o método clínico tradicional, que tem as seguintes deficiências: em cerca de 70% das vezes o médico interrompe o paciente em uma média de 18 segundos, dois terços dos diagnósticos são feitos apenas pela história clínicas, revela apenas 6% dos diagnósticos de esferas psíquicas e sociais.