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Câncer Esofágico

21 de junho, 2020

Para os concursos, tanto nas provas de clínica médica como nas de cirurgia, são abordadas as principais neoplasias do trato gastrointestinal: câncer de esôfago, estômago e colorretal. Dominar esses assuntos é a garantia de pontos na sua prova. Veja uma questão exemplo sobre o câncer de esôfago: 

Exemplo de Questão:

UERJ – No ocidente, tem-se observado um aumento na incidência de adenocarcinoma de esôfago em relação ao carcinoma epidermoide. Um dos fatores causais para a ocorrência desse fenômeno é:

(…)

Para os concursos, você deve saber algumas noções gerais sobre o câncer de esôfago: predomina em homens, sendo o carcinoma epidermoide mais comum em negros, e o adenocarcinoma em brancos; o CA escamoso predomina nos terços médio e superior; o adecocarcinoma predomina no terço inferior. Os principais fatores de risco do CA escamoso são etilismo, tabagismo, fatores alimentares (nitrosaminas), acalasia, estenose cáustica, tilose palmoplantar, já os fatores de risco do adenocarcinoma são DRGE/ esôfago de Barrett. O quadro clínico é marcado por disfagia progressiva, odinofagia, regurgitação, vômitos, perda ponderal. O diagnóstico é dado pela esofagografia baritada (sinal da maçã mordida) e pela endoscopia digestiva alta com biópsia. 

O que você precisa estudar?

Apesar da maioria dos alunos não gostarem da parte do estadiamento dos cânceres, esse assunto é muito importante no caso do câncer de esôfago. Isso porque este câncer se dissemina com muita facilidade, já que o órgão não tem serosa, apenas um fina camada adventícia.  Os principais exames para o estadiamento são tomografia de tórax e de abdome (melhor exame para o diagnóstico de metástases a distância), ultrassonografia endoscópica (melhor exame para definir o grau de invasão do tumor e o acometimento de linfonodos regionais), broncoscopia (para tumores do terço médio e superior). Algumas questões cobram o estadiamento T, que consiste em: T1- invasão até submucosa, T2- invasão até muscular própria, T3- tumor atinge adventícia, T4- invasão de estruturas adjacentes.

Outro tema muito abordado é o tratamento. O tratamento da doença localizada consiste em: quando invade até a muscular da mucosa -> mucosectomia endoscópica; quando atinge a submucosa -> esofagectomia + linfadenectomia regional; quando atinge além da muscular própria -> radioterapia e quimioterapia adjuvantes seguidos de esofagectomia + linfadenectomia regional. As técnicas de esofagectomia são transtorácica (maior morbimortalidade, risco de deiscência de anastomose) e trans-hiatal menor morbimortalidade, risco de hemorragia mediastinal incontrolável e incapacidade de realizar dissecção completa de linfonodos mediastínicos. O tratamento da doença irressecável ou com metástases consiste em: alívio dos sintomas com dilatadores, sents, radioterapia ou quimioterapia paliativa, gastrostomia ou jejunostomia para alimentação.

Pronto! Agora, você que é matriculado no curso já pode assistir à aula, ler o capítulo e fazer as questões de provas!